Fisioterapia na saúde da mulher
- 2 de fev. de 2016
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“Pouco se registrou sobre a evolução desta profissão, inclusive na área de saúde da mulher.
A medicina evoluiu aos poucos em relação ao conhecimento do funcionamento do corpo e das doenças, tendo uma revolução nos séculos XIX e XX. A obstetrícia passou a ser especialidade médica em 1806 trazendo inovações tecnológicas como o fórceps e a cadeira de parto e dando início do processo de hospitalização do parto, com o primeiro programa de pré-natal implantado em 1912 na Austrália. O primeiro curso de Fisioterapia surgiu em 1899, na Inglaterra, com seus recursos surgindo em diversos momentos da história e ganhando força após a Primeira Grande Guerra (1915-1925) pela recuperação dos combatentes feridos.
Entre 1940 e 1960, houve uma mudança no papel da mulher na sociedade e um consequente distanciamento de processos como a gestação e o parto. Para evitar que essas mudanças prejudicassem a riqueza e a sensibilidade desses momentos, iniciou-se um movimento para a mulher reassumir um papel ativo do seu próprio corpo, associado ao movimento Hippie e a invenção da pílula anticoncepcional. Surgiu então programas buscando uma “gravidez ativa” e um “parto sem dor” que usavam vários exercícios físicos e técnicas de relaxamento sob orientação do fisioterapeuta. Ao mesmo tempo surgiam estudos sobre a incontinência urinária (perda de urina) e as distopias genitais (bexiga caída) em mulheres e a musculatura do assoalho pélvico. Entre 1960 e 1980 o conhecimento sobre prevenção de complicações em pacientes com câncer de mama chegou ao fisioterapeuta e vários outros profissionais da saúde como enfermeiros.
O fisioterapeuta na área da saúde da mulher busca unir a tecnologia e conhecimento científico à sensibilidade, tendo sua atuação reconhecida pelo COFFITO e garantida pela Associação Brasileira de Fisioterapia em Saúde da Mulher (ABRAFISM).” (Adaptação do livro Tratado de Fisioterapia em Saúde da Mulher de 2011)






















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